
Eramos 12.
Brigas até que eram comuns, mas sempre nos amamos como se realmente fossemos irmãos.
Por mais que sempre exista uma afinidade maior entre uns e outros, como eu e Ariel, andávamos sempre em bando. Eramos 12.
Tinhamos nossas características próprias, o que nos tornava um grupo completo.
Eu era o sábio, Ramon era o chato, Augusto o engraçado, Péricles o ingênuo, Valdir O atleta, Marcelo o indeciso, Mônica era a extrovertida, Andreia a chorona, Thiago era o bruto, Gustavo a preguiça (em pessoa) e Ariel... bem, Ariel era a linda.
Ahh, quase me esqueço de Diana, a esquecida.
O que nunca esquecerei é como choramos quando Péricles se foi. O primeiro do grupo.
Tia Ângela disse que era para o seu bem, que ele agora tinha uma família que o amava.
Mas pera lá. Nós somos sua família e também o amamos. Ele seria feliz, como foi.
Pois bem, depois foram Augusto e Mônica. Thiago, Ramon... um por um.
Acabamos nos acostumando com a idéia. Ao longo dos anos saudávamos os que iam, que desejavam sorte aos que ficavam. Todos felizes.
Eu, bem, eu fiquei sozinho. Tive uma vida alegre ao lado de Tia Ângela. Chamava de tia mas sempre foi meio mãe. Fiquei contente com sua decisão de me adotar quando resolveu fechar o orfanato. Quem iria querer uma criança de 17?
Foram anos felizes, mas senti muito a falta dos irmão. Sentia, também, a falta de Ariel.
Já mais velho, empregado e morando em um prédio modesto, perto do centro da cidade, tive uma ideia fantástica. Demorei para convencer tia Ângela a quebrar o sigilo e fornecer os telefones de todos os irmãos, mas sua alegria em meu interesse foi tanta que resolveu se livrar do peso em sua consciência moral.
Liguei para cada um e marquei uma festa. Mais como reunião familiar. Com o propósito do sentido real da palavra, re-união!
Chegaram todos jubilosos, bem vestidos e com um sorriso estampado no rosto. Todos adorando a ideia do encontro.
Não demora muito e paro para pensar em tudo o que passamos, tudo o que vivemos, observando com cuidado que nada mudou muito.
Olhava ao redor e via, como antes, que Ramon pentalhava Péricles no sofá enquanto Gustavo deixava Valdir zapear por todos os canais esportivos. Com o adicional da saudade Augusto contava seus casos para Marcelo, que morrendo de rir atrapalhava Andreia na cozinha.
Com novos interesses Thiago falava grosso e Mônica se entretia com sua falta de jeito.
E eu, como sempre, pensando em Ariel.
Alias, Ariel... depois do caloroso abraço de reencontro não tinha mais visto. Com muita sorte a encontraria no corredor, longe de todo o tumulto, longe dos olhares, das perguntas... Bem, não tive essa sorte.
Olhava desconfiado a cada passo abafado pelo carpet. Vi a luz do banheiro acesa e resolvi fazer uma surpresa.
3 minutos e nada de Ariel. Já moramos na mesma casa, temos essa intimidade...
5 minutos e nada de Ariel.
- Ariel. -falei baixinho.
- Ariel?
Nada.
Desconfiado, abri a porta devagar.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh -gritei.
Ali estava minha querida Ariel, afogada na privada.
Logo todos chegaram para ver o que aconteceu. Enquanto Augusto, que se tornou um médico de nome, tentava ressuscitá-la, eu e os outros tentavamos descobrir o que poderia ter acontecido. A quantidade de água e urina no chão indicavam uma batalha.
- Onde está Diana? -perguntou Thiago.
Diana, me esqueci de Diana. Nos esquecemos de Diana. Já morava aqui no prédio há alguns anos. Sempre quieta, não aparecia muito.
A encontramos correndo em um beco próximo, correndo, chorando e fugindo.
Eramos 12, hoje somos 10.
E o pior é que nem a esquecida Diana me fez esquecer Ariel.
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Foto e texto por Fastolf Brambel.
Podendo continuar, ou não...

Meu deus! Vou repetir duas coisas:
1. You are insane!
2. Pobre Ariel não merecia uma morte tão indigna! Eu falei! Deixa ela levar uma facada da Diana! Deixa a Diana atirar ele janela abaixo! Encontra ela jogada na banheira com a carótida cortada com uma pinça de sobrancelha! Mas na privada NAO!!!
Coitada...Você é mau demais.
;)
Te amo, sua coisa.
Beijoca
hahahahahahahahaha afogada na privada? coitada! Concordo com a Mercedes, vc foi mau! rsrs
bjos!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA isso me lembra uma menininha que não passava por uma casa sem visitar o banheiro.Amava!!!
Um belo dia ouvi uma voz chamando, quando fui ver, a pequenina estava presa na privada.
Beijoo
Maluco? Maluco? Quem é maluco?
Cadê o maluco?
Eu não sou maluca. Nem doida. Nem louca. Sou? Eu sou? eu sou? eu sou?
hein me fala, eu sou? Vc acha que eu sou?
Ai fiquei insegura. Me diz...me diz...
Diana, a esquecida!?!
Acho que não. Quem mais poderia provocar uma morte tão repugnante.
O ciúme de Diana era intenso desde a infância... ela era esquecida... ou todos esqueciam dela!?!?!
Foi uma morte intencional e planejada!
E Ariel... Ahhh Ariel era a linda!
E a esquecida, apenas uma pessoas que não era lembrada.
A "esquecida" nunca esqueceu. E no final todos acabaram esquecendo da esquecida!
Am I insane!?!?
Sim?
Por favor o que?
DON'T PUSH ME!!!
Eu nao disse que vc é um genio. hahahahhahaha
beijo
...tô começando a sentir falta da sua enxaqueca! ahahahahah
abraços
m.
p.s. apareça!
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mata a linda mesmo!
vc escreve mt bem, parabens
te adoro, you know
vamos fazer roteiros
bora vai
ai, que adorei isso daqui! já faz quase uma hora que to aqui na frente desse maldito computador, e penso, "ah, agora vou ler e vai ser chato, e aí saio daqui da frente e vou cuidar da vida"! só que não fica chato, e ai!, que coisa!
porque é que faz tanto tempo que não tem coisa nova?
tem que ter! tem que ter! tem que ter!
ps _ cheguei aqui pelo blog do marcos, que gostoso descobrir blogs bacanas assim!
volta!
tã-nã-nã :)
volta!
tã-nã-nã :)
meu deus...
que bizarro!