Para começar devo dizer que isso não é uma democracia. E que isso é apenas a minha pequena, e pouco significante, opinião.
Deveria definir "mulher bonita" no vacabulário fastolfês, mas apenas dizer que o que vale é o conjunto da obra já será o suficiente. Ou não.
Vamos lá.
Já vou avisar que não, não teremos Angelina Jolie na lista de hoje.
Sim, sim... é uma mulher incrível, de ótimo coração, linda, talentosa e etc... Mas é como Schumacher na formula1, todo mundo sabe que ganha e ninguém mais aguenta ver. E tem quem me encante mais, como verás na lista que segue. Além do mais andam dizendo que ela deixa Mr. Pitt de castigo e isso não se faz com homem algum. Eu defendo a categoria!
Antes, também, da listinha gostaria de mencionar duas pessoas:
Nicole Kidman:

Essa interprete é musa até de olhos bem fechados... (tá, essa doeu)
Mas que é musa, é musa. Falem mal o quanto quiserem mas Nicole, além de fisgar Tom Cruise por varios anos, me encantou em Dogville, Birth, Eyes Wide Shut, The Interpreter, Cold Mountain, Batman Forever and so on...
Como nem sempre me agrada, entra apenas como menção honrosa.
Outra que gostaria de citar e comentar é
Sienna Miller:

Linda, Linda, Linda... Derrubou meu queixo em Layer Cake e o quebrou de vez em Alfie. E parece que com Jude Law não foi muito diferente.
Não entrou no top 10 e ainda ganha um aviso:
Sienninha, pelo amor de deus, pinte menos esse olho... Não lhe cai bem.
Agora sim, vamos para o que, de fato, iteressa... Top 10.
10) Cathetine Zeta-Jones

Ó céus... Quem não se irritou com o enquadramento de Zorro na cena do vestido? No auge de seus 38/39 anos, e casada com o mais famoso dos ninfomaníacos, ela não perde seu status de Musa.
09) Charlize Theron
Mais uma trintona para a lista. Não preciso pensar em outros motivos para ela estar aqui quando lembro de seus olhos cheios de lágrimas em The Devils Advocate. Um pouco depois também me pegou em Sweet November. Merece estar aqui só pelo o que me fez sentir.
08) Faith Hill:
Tem o seu lugar pelo o que é e o que foi. Completa 40 aninhos em setembro, é dona de uma senhora voz, e foi uma das mais belas moças a pisar nesse planeta demeudeus.
07) Elizabeth Hurley:
Aimeudeusdoceu... 42 aninhos. Acho que tem algo errado comigo. Só tem senhora por aqui.
Brincadeiras a parte, quem viu Bedazzled (Endiabrado) sabe porque ela está aqui.
06) Keira Knightley:
Ufa... Alguém com menos de 30. Na verdade, menos até do que eu. Essa até Captain Jack Sparrow quer!
05) Kirsten Kreuk:
Há. Não faltaria Lana Lang por aqui! Kirsten me acompanha desde 2001 e foi minha musa adolescente. Quebra todas as minhas regras de beleza mas já me fez até querer ser Clark Kent (o que hoje quero por outros motivos). Se não estivesse na lista, não seria minha...
04) Scarlett
Johansson:
Dispensa apresentações. Não é linda, não é gostosa e muito menos exótica. É Scarlett Johasson! Tem alguma coisa que me pega a cada sorriso. Prova que mulher, para sem bonita, tem que ser mulher. Meiga, simpatica, simples e sorridente.
Essa é mais do que todas as anteriores.
03) Natalie Portman:
Linda até nos Simpsons. Me deixou mudo por horas em Closer, é a melhor rainha de todas as galáxias e sensual até quando chora (o que ela adora). Top 3 para ela.
02) Jessica Alba:
Outra falha de padrão e mais um caso antigo. Era o único motivo que me fazia assistir Dark Angel toda terça-feira. De engraçadinha à bonitinha, de sexy à fenomenal.
Me derrubou de vez em Sin City. Bruce, deixe de ser babão!
01) Marina Lopes:
A número um. A grande campeã.
Ok, ok, já era de se esperar. Sabe esse papo de conjunto? Então... Linda, sensual, carinhosa e inteligente. Roubou meu coração e todo o resto desse Fastolf que vos fala. Diferente das demais, me encanta todos os dias.
Mas tire o olho que essa é minha. Amém!
-------------------------------------------
Opinião de Fastolf Brambel.
Deveria definir "mulher bonita" no vacabulário fastolfês, mas apenas dizer que o que vale é o conjunto da obra já será o suficiente. Ou não.
Vamos lá.
Já vou avisar que não, não teremos Angelina Jolie na lista de hoje.
Sim, sim... é uma mulher incrível, de ótimo coração, linda, talentosa e etc... Mas é como Schumacher na formula1, todo mundo sabe que ganha e ninguém mais aguenta ver. E tem quem me encante mais, como verás na lista que segue. Além do mais andam dizendo que ela deixa Mr. Pitt de castigo e isso não se faz com homem algum. Eu defendo a categoria!
Antes, também, da listinha gostaria de mencionar duas pessoas:
Nicole Kidman:

Essa interprete é musa até de olhos bem fechados... (tá, essa doeu)
Mas que é musa, é musa. Falem mal o quanto quiserem mas Nicole, além de fisgar Tom Cruise por varios anos, me encantou em Dogville, Birth, Eyes Wide Shut, The Interpreter, Cold Mountain, Batman Forever and so on...
Como nem sempre me agrada, entra apenas como menção honrosa.
Outra que gostaria de citar e comentar é
Sienna Miller:

Linda, Linda, Linda... Derrubou meu queixo em Layer Cake e o quebrou de vez em Alfie. E parece que com Jude Law não foi muito diferente.
Não entrou no top 10 e ainda ganha um aviso:
Sienninha, pelo amor de deus, pinte menos esse olho... Não lhe cai bem.
Agora sim, vamos para o que, de fato, iteressa... Top 10.
10) Cathetine Zeta-Jones

Ó céus... Quem não se irritou com o enquadramento de Zorro na cena do vestido? No auge de seus 38/39 anos, e casada com o mais famoso dos ninfomaníacos, ela não perde seu status de Musa.
09) Charlize Theron

Mais uma trintona para a lista. Não preciso pensar em outros motivos para ela estar aqui quando lembro de seus olhos cheios de lágrimas em The Devils Advocate. Um pouco depois também me pegou em Sweet November. Merece estar aqui só pelo o que me fez sentir.
08) Faith Hill:

Tem o seu lugar pelo o que é e o que foi. Completa 40 aninhos em setembro, é dona de uma senhora voz, e foi uma das mais belas moças a pisar nesse planeta demeudeus.
07) Elizabeth Hurley:

Aimeudeusdoceu... 42 aninhos. Acho que tem algo errado comigo. Só tem senhora por aqui.
Brincadeiras a parte, quem viu Bedazzled (Endiabrado) sabe porque ela está aqui.
06) Keira Knightley:

Ufa... Alguém com menos de 30. Na verdade, menos até do que eu. Essa até Captain Jack Sparrow quer!
05) Kirsten Kreuk:

Há. Não faltaria Lana Lang por aqui! Kirsten me acompanha desde 2001 e foi minha musa adolescente. Quebra todas as minhas regras de beleza mas já me fez até querer ser Clark Kent (o que hoje quero por outros motivos). Se não estivesse na lista, não seria minha...
04) Scarlett
Johansson:Dispensa apresentações. Não é linda, não é gostosa e muito menos exótica. É Scarlett Johasson! Tem alguma coisa que me pega a cada sorriso. Prova que mulher, para sem bonita, tem que ser mulher. Meiga, simpatica, simples e sorridente.
Essa é mais do que todas as anteriores.
03) Natalie Portman:

Linda até nos Simpsons. Me deixou mudo por horas em Closer, é a melhor rainha de todas as galáxias e sensual até quando chora (o que ela adora). Top 3 para ela.
02) Jessica Alba:

Outra falha de padrão e mais um caso antigo. Era o único motivo que me fazia assistir Dark Angel toda terça-feira. De engraçadinha à bonitinha, de sexy à fenomenal.
Me derrubou de vez em Sin City. Bruce, deixe de ser babão!
01) Marina Lopes:

A número um. A grande campeã.
Ok, ok, já era de se esperar. Sabe esse papo de conjunto? Então... Linda, sensual, carinhosa e inteligente. Roubou meu coração e todo o resto desse Fastolf que vos fala. Diferente das demais, me encanta todos os dias.
Mas tire o olho que essa é minha. Amém!
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Opinião de Fastolf Brambel.
Povo,
Agora sim, estou oficialmente participando do Mg Writers Club e postei o Capítulo Primeiro de:
o Copo, o Relógio e o Telefone
Para ler basta clicar no link acima ou entrar no Caixa Preta por esse lindo menu aí de cima que me deu um trabalhão para colocar.
Obrigado.
Agora sim, estou oficialmente participando do Mg Writers Club e postei o Capítulo Primeiro de:
o Copo, o Relógio e o Telefone
Para ler basta clicar no link acima ou entrar no Caixa Preta por esse lindo menu aí de cima que me deu um trabalhão para colocar.
Obrigado.

Josias e Muriel não eram irmãos comuns. É, comuns eles não eram mesmo. Sabe como é, essas famílias malucas não criam pessoas normais.
Quando pequenos brigavam pelo sucrilho, pelas moedas no sofá, pela bola mais bonita, pela vitrola quebrada da vó Giselda, pela... enfim, brigavam. E brigavam. Mas se amavam, como se fossem irmãos. Como se fossem irmãos que eram.
Sinto pena de seu velho pai, que sempre tentou mostrar o caminho da paz.
Eram rapazes bonitos, saudáveis e inteligentes. Josias se saiu bem, um advogado importante e dono do seu próprio nariz. Dono também do nariz de outros, mas isso é um mero detalhe. Muriel, com seus dois filhos pequenos, era um cara de sorte. Tinha uma mulher que o amava e uma casa nos Jardins.
Muito tempo depois e a família continuava igual. Sempre juntos, sempre brigando e nunca normais.
Um dia, emocionado, o bom pai lembrou de um velho curta-metragem. Aquele de 72 com Al Pacino e... e... como era mesmo o nome dele? Aquele bonito, de bigode. O... o...
E assim, de A a Z, foram traçados todos os sinais da obsessão.
Natal, ano novo, pascoa e carnaval. Sempre o mesmo assunto. Só sei que o curta mostrava um momento triste e pesado, mas provava que no fundo, no fundo mesmo, o importante é estarem todos bem.
- Depois que eu me for, teu irmão é tudo o que terás. Blablabla, blablabla, blablabla.
Mas a vida seguiu normal.
O fato de seu Maneco ser um cara de muito, muito, muito dinheiro não parecia influenciar a vida dos meninos. Meninos já homens, mas meninos serão sempre meninos. A coisa piorou bastante no hospital. O tempo era curto e a mensagem importante.
- Ninguém vai descobrir o nome do filho da puta? - perguntou o doce velinho.
E ninguém descobriu. Alias, era evidente que o foco mudaria cada vez mais, quanto mais perto do dia da herança. Quero dizer, quanto mais perto do dia da passagem de nosso querido Maneco.
Assim foi, por dois longos meses, a batalha pela mais importante decisão de sua vida. A partilha de todos os bens.
- Pai, disse Josias, desculpe tocar no assunto mas precisamos saber como vamos fazer com os papéis.
- Eu vejo o rosto, filho, vejo o rosto e não lembro o nome.
- Josias, pai.
- Não o seu, imbecil... Do ator.
- Aimeusantodeus...
- Era um curta, um curta com Al Pacino... 1972. Será que fizeram tantos curtas com Al Pacino em 72 que ninguém me descobre a porra do nome do ator?
Era duro, e era triste.
Muriel, sempre mais calmo, atencioso e carinhoso, deixou seu amor pelo pai cegar a sua ambição. Josias estava na frente, ganhando a disputa pela posse da maior industria textil de todo o país. Mas Muriel também estava na frente: seu vocabulário açucarado o deixava com a gigantesca fazenda e as duas casas na praia.
E o velinho... ficava com as dores, o derrame, e raiva da memória perdida.
Como todos sabiam, o grande dia estava para chegar. Mas chegou mais de repente do que qualquer ambição poderia esperar. Era sábado, e lá estava o escrivão. Com os irmão ao seu lado, fez, enfim, a pergunta final.
- Seu Maneco, é com o coração nas mãos que lhe apresento a pergunta definitiva, mas que traçará o futuro de todos os seus descendentes. Com quem ficará a empresa, a fazenda, a conta nas Bahamas e as casas no Sauípe?
- Ah! - disse o velho com todo o ar que restava em seus enfraquecidos pulmões. - Mar... Marlon, gaguejou. Marlon Brando!!!
"Piiiiiiiiiiiiiiii" quebrava o silêncio até a entrada desesperada do médico e enfermeiros.
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Texto by Fastolf.b
Foto da foto por Fastolf.b alterada da original de F.F. Coppola e Gordon Willis

Alguém, um dia, me perguntou por que meus personagens morrem.
Mas por quê? Por que só os que tem alma? Por que tão de repente? Por que desta forma? Por que a gostosa?
Pela alma! - eu disse.
Porque a alma é, justamente, a alma do negócio - com o perdão do trocadilho.
Vou contar que, uma vez, chegou a minha hora. Recebi sem querer, acredite, a amarga visita da doce mãe do medo.
Eu sabia o que ela queria, então fui direto ao assunto:
- Dona Morte, é o seguinte. Vou te propor um acordo.
- Añh? - disse ela.
- É, um acordo. Te dou uma alma para cada uma de minhas vidas. Um eu com um algo a mais para cada tempo de colheita. Uma alma levada, uma alma poupada. O que acha?
- Humm... - respondeu.
E vou te falar, ela era pontual. Passava por aqui a cada ponto final. Passava, colhia e ia embora.
E eu? Bem… eu continuei aqui, sem medo, pelo resto de minhas mortes.
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Foto e texto por Fastolf Brambel.

Eramos 12.
Brigas até que eram comuns, mas sempre nos amamos como se realmente fossemos irmãos.
Por mais que sempre exista uma afinidade maior entre uns e outros, como eu e Ariel, andávamos sempre em bando. Eramos 12.
Tinhamos nossas características próprias, o que nos tornava um grupo completo.
Eu era o sábio, Ramon era o chato, Augusto o engraçado, Péricles o ingênuo, Valdir O atleta, Marcelo o indeciso, Mônica era a extrovertida, Andreia a chorona, Thiago era o bruto, Gustavo a preguiça (em pessoa) e Ariel... bem, Ariel era a linda.
Ahh, quase me esqueço de Diana, a esquecida.
O que nunca esquecerei é como choramos quando Péricles se foi. O primeiro do grupo.
Tia Ângela disse que era para o seu bem, que ele agora tinha uma família que o amava.
Mas pera lá. Nós somos sua família e também o amamos. Ele seria feliz, como foi.
Pois bem, depois foram Augusto e Mônica. Thiago, Ramon... um por um.
Acabamos nos acostumando com a idéia. Ao longo dos anos saudávamos os que iam, que desejavam sorte aos que ficavam. Todos felizes.
Eu, bem, eu fiquei sozinho. Tive uma vida alegre ao lado de Tia Ângela. Chamava de tia mas sempre foi meio mãe. Fiquei contente com sua decisão de me adotar quando resolveu fechar o orfanato. Quem iria querer uma criança de 17?
Foram anos felizes, mas senti muito a falta dos irmão. Sentia, também, a falta de Ariel.
Já mais velho, empregado e morando em um prédio modesto, perto do centro da cidade, tive uma ideia fantástica. Demorei para convencer tia Ângela a quebrar o sigilo e fornecer os telefones de todos os irmãos, mas sua alegria em meu interesse foi tanta que resolveu se livrar do peso em sua consciência moral.
Liguei para cada um e marquei uma festa. Mais como reunião familiar. Com o propósito do sentido real da palavra, re-união!
Chegaram todos jubilosos, bem vestidos e com um sorriso estampado no rosto. Todos adorando a ideia do encontro.
Não demora muito e paro para pensar em tudo o que passamos, tudo o que vivemos, observando com cuidado que nada mudou muito.
Olhava ao redor e via, como antes, que Ramon pentalhava Péricles no sofá enquanto Gustavo deixava Valdir zapear por todos os canais esportivos. Com o adicional da saudade Augusto contava seus casos para Marcelo, que morrendo de rir atrapalhava Andreia na cozinha.
Com novos interesses Thiago falava grosso e Mônica se entretia com sua falta de jeito.
E eu, como sempre, pensando em Ariel.
Alias, Ariel... depois do caloroso abraço de reencontro não tinha mais visto. Com muita sorte a encontraria no corredor, longe de todo o tumulto, longe dos olhares, das perguntas... Bem, não tive essa sorte.
Olhava desconfiado a cada passo abafado pelo carpet. Vi a luz do banheiro acesa e resolvi fazer uma surpresa.
3 minutos e nada de Ariel. Já moramos na mesma casa, temos essa intimidade...
5 minutos e nada de Ariel.
- Ariel. -falei baixinho.
- Ariel?
Nada.
Desconfiado, abri a porta devagar.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh -gritei.
Ali estava minha querida Ariel, afogada na privada.
Logo todos chegaram para ver o que aconteceu. Enquanto Augusto, que se tornou um médico de nome, tentava ressuscitá-la, eu e os outros tentavamos descobrir o que poderia ter acontecido. A quantidade de água e urina no chão indicavam uma batalha.
- Onde está Diana? -perguntou Thiago.
Diana, me esqueci de Diana. Nos esquecemos de Diana. Já morava aqui no prédio há alguns anos. Sempre quieta, não aparecia muito.
A encontramos correndo em um beco próximo, correndo, chorando e fugindo.
Eramos 12, hoje somos 10.
E o pior é que nem a esquecida Diana me fez esquecer Ariel.
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Foto e texto por Fastolf Brambel.
Podendo continuar, ou não...

Quinta-feira, 12 de agosto de 1999
O acelerador de partículas parece funcionar corretamente.
O tamanho da capsula já foi aumentado levando em consideração o reforço da Camara de Boldwing na fusão do propano a 85,5 K.
Ainda não tenho certeza do efeito da radioatividade sobre o magnetismo gerado pelo conversor de prótons nos átomos de íon positivo.
Sexta-feira, 13 de agosto de 1999
Encontrei o problema na mangueira que leva o mercúrio à válvula de condução.
Resolvido o isolamento na Camara de Boldwing impedindo que o corpo congele antes da ativação do acelerador.
Com isso:
Fusão OK;
Acelerador OK;
Conversor OK;
Camara 1 OK;
Camara 2 OK;
Condução OK;
Acho que estamos prontos para o primeiro teste.
Sábado, 14 de agosto de 1999
Teste realizado com uma bolinha vermelha.
Objetivo:
Colocar o objeto em uma capsula localizada no canto esquerdo da sala para que seja transportado através de toda a engenhoca para a capsula localizada no canto direito da sala.
Status 1: Positivo. 100% das partículas foram convertidas com êxito. Objeto não mais se encontra na Camara 1 da capsula L.
Status 2: Negativo. 0% das partículas transferidas para a Camara 2 da capsula R.
Observação: Perdi uma bolinha
Domingo, 15 de agosto de 1999
Teste realizado com uma bolinha azul.
Objetivo:
O mesmo de ontem.
Status: A porra da máquina sumiu com outra bolinha.
Quarta-feira, 25 de agosto de 1999
Não aguento mais perder bolinhas.
Sexta-feira, 27 de agosto de 1999
Contratei um físico e um engenheiro para me ajudar com as pesquisas e concluir o projeto.
Logo pela manhã o engenheiro admitiu sua falta de competência para o andamento da operação.
Regressei de meu almoço e não mais encontrei meu amigo físico.
Sábado, 28 de agosto de 1999
Continuo sem achar uma solução.
O físico de uma figa ainda não deu as caras. Desgraçado.
Segunda-feira, 30 de agosto de 1999
Descobri uma fenda entre duas placas de carbono no selecionador de elementos da Camara 1.
Acredito que todas as partículas possam ter sido desintegradas pela inconstância de radioatividade na corrente magnética. Assim como o físico.
Farei mais uns testes que reportarei no diário amanhã.
Algum dia, 19**
Descobri que minha casa um dia foi enorme. E abandonada.
Acredito que algo tenha dado errado. Fui fuçar na fenda e ver se reagia de alguma maneira luminosa quando em operação. Fiquei meio tonto e quando acordei estava aqui.
Mas ainda tenho uma boa notícia: Achei todas as bolinhas!
Segunda-feira, 2 de junho de 1919
De fato, algo deu errado! Não sei nem o que se vestia em 1919!
Terça-feira, 3 de junho de 1919
Agora que arrumei roupas da época as pessoas pararam de me olhar estranho.
Hoje apareceu um senhor de idade perguntando se eu tinha interesse em vender a casa. Bem, não tomaria nenhuma decisão para não interferir no meu futuro mas acho que não posso sair daqui até que pense em alguma maneira de voltar para casa. Ou para o meu tempo, ou seja lá o que for.
Quarta-feira, 4 de junho de 1919
Droga, nenhuma marca na sala indicando o lugar por onde cheguei. Engraçado, eu simplesmente apareci por aqui!
Aquele senhor voltou a me procurar. Hoje trouxe sua esposa para conhecer a casa. Vou dizer que a proposta não é das mais absurdas e a fome está aumentando com o tempo, não aguento mais comer os pêssegos do quintal.
Sábado, 7 de junho de 1919
Ainda não me acostumei com o banheiro fora de casa!
Segunda-feira, 9 de junho de 1919
Até que o começo do século não foi uma época tão ruim. Pelo menos não aqui, depois da guerra.
Bem, os pêssegos acabaram e blablabla, então acabei fazendo um acordo com Cristovan: Vendo a casa se me deixarem vivendo na sala no andar de baixo!
Terça-feira, 10 de junho de 1919
Cristovan e sua família se mudaram pela parte da manhã. Trouxeram também a sua filha Estefânia, a mais bela das invenções divinas.
Com o dinheiro acabei comprando roubas e comida. Comecei um projeto de algo parecido com um chuveiro, o frio castiga meus banhos de caneca!
Domingo, 15 de junho de 1919
Há! Construí uma cozinha e uma espécie de banheiro em minha habitação. Uma fossa em declive com um cano leva a excreção para fora. Estefânia ficou impressionada. Cristovan acha que sou maluco!
Na verdade quem ficou impressionado fui eu. Expliquei para Estefânia como funcionava todo o meu sistema pessoal de higiene e ela, além de compreender, me deu ideias para ajudar com a irrigação da pequena horta de seus pais. Menina fastástica. Uma graça!
Segunda, 16 de junho de 1919
Estefânia me levou para conhecer a cidade. Tomamos sorvete e passeamos pela praça.
Conversamos sobre toda a situação política do pós-guerra e confesso que tive que me segurar para continuar uma conversa interessante sem contar que já sabia o que aconteceria depois. Sabe como é, não quero assustar a moçoila.
Terça-feira, 17 de junho de 1919
Não sei o que acontece comigo, não quero falar sobre isso.
Quinta-feira, 18 de junho de 1919
Não consigo mais me segurar, devo admitir que estou perdidamente apaixonado. Não consigo olhar Estefânia sem desejá-la em meus braços. Me seguro fortemente para não calar suas ideias fantásticas com um beijo sutil.
Preciso voltar, não posso mudar o passado.
Sexta-feira, 19 de junho de 1919
Gostaria de poder evitá-la. Me derreto quando chega de mansinho puxando papo, quando se interessa por meus trabalhos, quando me sorri para me chamar para ceiar.
Preciso esquecê-la, preciso voltar.
Sábado, 20 de junho de 1919.
Cristovan me questionou por não ter um emprego e ficar o dia inteiro infurnado em minhas "invenções".
Contei que nada daquilo tinha sido inventado por mim. Contei que a minha unica invenção foi o que me trouxe até aqui, até o passado.
Ele discretamente riu e perguntou se eu era um homem do futuro, de que ano vinha.
"Mil, novecentos e noventa e nove.", eu disse.
Bem, acho que estão rindo de mim até agora!
Domingo, 21 de junho de 1919
Ela me chamou para conversar. Estava emburrada e tão linda quanto sorrindo.
Perguntou por que a estava evitando e por que seguiria mentindo sobre meu passado.
"Meu passado está além do seu futuro", retruquei. Ela chorou. Disse que era exatamente por isso que precisava da verdade.
Tentei consolá-la e ela me beijou. Foi o beijo mais doce, mais sutil, mais tenro, mais... enfim... não estou sumindo, então acho que não tem problema.
Quarta-feria, 22 de junho de 1919
Acho que sou o cara mais feliz da história. Não sei quando contaria essa história, mas que eu sou feliz, eu sou!
Meu envolvimento com Estefânia está cada vez mais gostoso e interessantes.
Hoje, em minha habitação, conhecemos nossas intimidades. Ela insiste em querer saber do meu passado, mas pareceu esquecer enquanto trocavamos provas de amor.
Minha única preocupação é que as camisas de venus não eram assim tão fáceis de encontrar. Resolvo esse problema depois.
Hoje descobri que não sou o unico homem do futuro. Ouvi boatos sobre um certo homem vendendo bicicletas de alumínio... Físico vigarista, se aproveitando do conhecimento técnológico.
Quinta-feira, 23 de junho de 1919
Não me sinto muito bem. Vomitei o dia inteiro. Pelo menos tive Estefânia ao meu lado cuidando de mim.
Sexta-feira, 24 de junho de 1919
Continuo me sentindo mal. Seria um efeito da radiação?
Sábado, 25 de junho de 1919
Estou me sentindo um pouco melhor. Acho que queria ficar doente por mais um tempo. Gosto do mimo, dos chazinhos e das compressas de água quente!
O Físico me procurou na parte da tarde. Está desesperado querendo voltar para casa. Me explicou que os efeitos de alterações no passado podem ser muito graves e que só está fazendo o que está fazendo porque sente fome.
Compreendo. Eu só estou fazendo o que estou fazendo por amor.
Domingo, 26 de junho de 1919
Ó meu deus. Algo terrível aconteceu!!!! Cristovan veio me mostrar alguns albuns e manuscritos de família. Realmente não somo parentes.
Mas Estefânia é!!!!! E agora? Como iria saber que a Bisa Tefa se chamava Estefânia?????????????
Preciso achar o físico, precisamos voltar.
Sexta-feira, 1 de julho de 1919
Conseguimos arrumar alguns materias para começar uma solução alternativa para nossa viagem no tempo. De volta ao nosso tempo.
Chips também não eram populares por aqui. Droga.
Sábado, 2 de julho de 1919
Estou com o coração partido, Estefânia não quer nem comer pela maneira que a venho tratando. Tadinha.
Mas não posso continuar apaixonado pela minha bisavó.... posso?
Sábado, 19 de julho de 1919
Bem, depois de todos os testes e de uma incompreensão maluca, descobrimos que a falta de radiotividade não facilitará a conclusão do projeto.
Ficaremos aqui para sempre.
Ou até eu nascer.
Ou seja lá o que for.
Droga.
Agora também estou pouco me importando. Viverei minha paixão com Estafânia. Não conheci minha bisavó mesmo! Pelo menos não até agora...
Segunda-feira, 25 de agosto de 1919
Meu Deus. A grande desgraça aconteceu. Estafânia está gravida.
E os efeitos do tempo?
O que eu faço? O que eu faço?
Terça-feira, 26 de agosto de 1919
Cristovan descobriu sobre nosso relacionamento. Não, ele não está bravo. Está feliz! Quer que nos casemos.
Ainda faltam alguns bons anos para o domínio da tecnologia atômica, estamos presos no passado.
O que eu faço?
Quarta-feira, 27 de agosto de 1919
O físico falou para me acalmar, embora não consiga.
Disse que se ainda estou aqui é porque nada de grave acontecerá.
Falou sobre uma teoria maluca. Disse que sei que meu bisavô morreu antes de eu nascer. Assim como a Bisa Tefa.
Tentou explicar que nossa linha do tempo foi interferida, mas que segue contínua, sendo que tinha 26 anos de idade em 1999 e continuo minha tragetória em 1919. Aos 26 anos de idade.
Se minha linha da vida continua, então, devo seguir envelhecendo como qualquer outro animal. Idependente da data em que me encontro, levando em consideração que a quebra de tempo não significa a quebra da continuidade da linha de nossas vidas .
Sei que bisa só teve um filho. Mas ela está gravida. E eu estou aqui. Se nada foi interrompido e minha trajetória volta no tempo apesar de ser contínua, isso provavelmente significa que eu sou meu próprio bisavô!
Oh No!!!!!!!!
E agora????
Diario publicado em memória da incrível pessoa que foi Augusto Terrini. O inventor de coisas que não inventou.
Nascido em 1973, morreu em 1957.
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Foto abstrata de Fastolf Brambel, texto feito por Fastolf.b durante sua semana de crises de enxaqueca.

Hum...
That's funny... I never liked the summer anyway. But I just feel at home here!
You know the feeling that you've just being pushed around?
Yeah, just... Wake up, dress up, breakfast... school or work, whatever, doesn't matter. Back home, dinner, bed. You know?
Did you ever wanted to be in somebody else's shoes? Did you ever wanted to be in my shoes? In Brad Pitt's shoes? I don't know... We're all, just, alike... in away. And different too. I guess. Well, I'm not sure.
What do you call home? Your house? Where you were born? Where you grew up? Where is my home now? And Brad Pitt's home? Is he there? Is he really home?
Why can't I look at you every morning? Are you there? Are you home, babe? Where are you?
I guess the winter makes me sad!
I wanted to be in California... Is California home, hum? Where are you?
I dreamed of flowers yesterday. Orange, pink, white and blue. In a sequence, like everything we do. And they smelled like you hair. Actually, they smelled like air, I was just dreaming, but I swear that I really wanted them to smell like your hair... in my dream.
I don't know, I think I want to go home now.
And don't give me that look. Yeah, I know, but I know you have that look. I don't need to look at you to know how you look. I don't need to dream to know how you smell... I... well, I don't need be there to see you.
I just need to be home. Home... Where's home?
Where are you?
Hum, Have you ever felt like you just appeared from no where in the middle of something? At some place, some situation, whatever? Yeah, cause that's life.
Oh, let me tell you, it's supposed to be boring! Yep, it's supposed to feel like you've already seen it. But different, and new... at the same time.
They say that we're always looking for something... Please tell them that, whatever it is, I did not find it yet, but I sure found a lot of interesting stuff around here. Like butterflies, and flowers... yeah, flowers, and they smell like your hair, in my dreams...
You know what I like? I like the way you look at me when you wake up. I like the way your voice comes out to say good morning... it makes me feel funny.
You know what? ... just tell me something. Where am I?
Cause I'm tired of asking where you are...
Actually, I already know that... every time I close my eyes.
You're here. But I'm not. And I cannot hide. Because I am romantic.
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Texto e foto por Fastolf Brambel

Uma afirmação, uma parede, uma proposta e um medo em todos nós.
Juro que acredito que, algum dia, algo vá nos livrar de toda essa baboseira, toda essa maluquice que tanto nos prende. Algum dia.
Logo nos imagino conversando sobre todos aqueles que amamos, relembrando maus momentos para nos auto-afirmar na felicidade imposta por nós mesmos. Logo nos imagino conversando ao invez de só passar por aqui e esperar por sinais vindos do céu.
Eu também quero mudar. Não estou falando de fé, não estou falando de crença. Falo da profundidade e do significado dos meus sorrisos. Você sorri para que? Você sorri para quem?
Enquanto ficamos aqui discutindo a importancia da solidariedade ao pensarmos em nós mesmos, eu vou pagar por evidencias da indiferença. Vou pagar pela dor de todos os que portam armas, dinheiro e alguns sorrisos a mais. Vou pagar por tudo o que vi, por tudo o que ouvi e por tudo o que fiz.
A maioria vai pagar também, pagar por nada.
Vou esperar com tristeza por toda a minha felicidade enquanto alegremente choro por compartilhar com todos a minha individualidade. Uma bela frase para quem não quer dizer muito.
Nesses estranhos dias marcados pela força (e não pela vontande), terei eu o prazer de ouvir suas girias deslocadas? O prazer de olhar em seus incriveis olhos sinceros? Ou terei que mentir para poder ser eu mesmo?
Sempre mostrei que embaixo do mesmo céu de mentiras estamos nós. Só peço que pegue caneta e papel, que desligue a televisão e comece qualquer coisa, quase um plano, para que possamos nos reencontrar. Depois de um novo dia. Mas não qualquer.
Será que aí seremos de alguma serventia? E a previsão dirá que o sol continua a nascer? Verei o sol voltar a nascer?
Ouço dizer que sou apenas um garoto, que não podemos fazer o que milhares já fizeram. Mas vou deixá-los com esse tipo de ideia.
Quem sabe, depois, meu nome bata mais forte em seus ouvidos.
"Remember, remember the 5th of november".
Kaboom será minha onomatopéia secreta!
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Texto e foto por Fastolf.b

- One for the lady and a double house special for me! - falei debruçado no balcão, sem olhar para cara feia do bartender sujo.
É, eu sei, sempre fui meio rock 'n roll. Em todas as minhas 8 vidas, em todos os meus 8 nomes.
Acho que até hoje não perdi o meu espírito aventureiro. Devo confessar que tive prazer a cada história contada, não me arrependi de nenhuma cicatriz e minha bagagem de lembranças, graças a deus, é bem maior do que a de roupas.
Gostei de me conhecer em cada meia verdade. Florida, Mississippi, Hungria, Croacia, Alaska, Hawaii, Porto Alegre e Inglaterra.
E sempre a mesma frase de efeito: "Don't worry, honey, I'll see you around".
Engraçado como isso sempre funciona... O estrangeiro bacana, uma menina linda e um fortinho babaca. Nada mais fácil do que conquistar com a bondade.
Vou dizer que a vida de andarilho traz algumas vantagens. Já fui atleta, vendedor, empresário, traficante, mauricinho e vagabundo. Se é que você me entende...
Me despedia sempre com um grande sorriso e com a satisfação da conquista dos 3 elementos chaves na vida de um homem:
Um pouco de dinheiro, o coração de uma bela dama, e uma boa confusão.
Ahh, e respeito, mas isso é conseqüência dos itens acima.
Já cheio de mim mesmo, e pomposo de experiência, parti para o Missouri. Um belo estado em um belo país.
Meus alvos sempre foram as cidades pequenas, mais facíl de ficar longe das complicadas tentações. E você sabe o que dizem... Quanto mais difícil o desafio, melhor o prêmio é.
Bem, me contento com coisas pequenas... Desde que em grandes quantidades!
Lá não escolhi uma profissão. Não contei histórias e não sorri para garçonetes. Preferi ser apenas gentil, o que já não fazia, ha muito tempo, de tanto me preocupar em disfarçar uma ocupação.
Depois de varias linhas de blablabla, conheci Helen. E depois de varias outras descobri que seu namorado era o xerife da cidade.
É engraçado reparar o que a simpatia faz com o coração de uma bonita donzela. Eu ouvi, conversei, discordei e aconselhei.
Em pouco tempo percebi o quanto era difícil olhar para aqueles olhos azuis e não querer ficar. Mais difícil ainda era pular a janela e o muro com peças de roupa na mão.
Apenas olhei e sorri em todas as ameaças que recebi. Se ele fosse um homem de palavra, uma hora dessas, eu já estaria desdentado, aleijado e morto. Pelo menos umas quatro vezes. Cada...
Pois bem, como dinheiro é o mais fácil dos itens, já poderia considerar minha saída carimbada.
Já em tempo de correr, Helen me chamou para um papo importante em um barzinho de beira de estrada. Neste caso, até você sabe que o álcool seria necessário...
Me contou, impaciente, seu mirabolante plano de assassinar o xerife e fugir. E olha que assassino era inédito na minha lista de profissões. E eu nem pretendia ser.
Ouvi, como sempre, com a maior das atenções. Olhei no fundo dos seus olhos, beijei o cantinho de sua boca, disse minha frase favorita, levantei e saí.
Coitadinha, nem se mexeu.
Assim que passei da porta senti uma mão pesada no meu ombro. E não era o tradicional desespero me implorando para ficar.
Parei sem nem virar para trás.
- Hey Elvis, are you running away? What are you scared of? Hum? - disse o xerife.
Nem assim eu virei.
- I'm scared cause I have no fear! - respondi.
Hoje moro na Califórnia, mas parei com as aventuras... Helen não gosta muito de viajar...
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Texto e Foto por Fastolf Brambel, em uma de minhas vidas...

Sutilmente lhe toquei a mão enquanto servia o vinho.
Difícilmente desviava meus olhos dos seus. Mesmo quando reparava, com aquela minha famosa discrição, em seu decote encantador e ao mesmo tempo agressivo.
Elogiei, expontanemente, seu cabelo charmoso que as vezes lhe escondia o olhar. Sempre gostei de como fica sem graça quando reparo em você.
Junto a goles pequenos e risadas levianas conversamos sobre Monet, Godard, Clinton e roquefort. Apreciava, juro que apreciava, o suave aroma de eucaliptus que queimava na sala de estar. Afinal, somo finos, cultos e educados.
Era com muito respeito que sorria enquanto falava. Ouvia entusiasmado o seu tom bem humorado e suas interpretações teatrais.
Foi com carinho que interrompi, enquanto franzia as sombrancelhas, para comentar a incrível beleza de seus olhos azuis refletindo, tão calorozamente, o doce amarelo do fogo intenso que esquentava o nosso jantar.
Enrolava com elgogios imprevisíveis enquanto, tanto eu quanto você, sabiamos que meus desejos não passavam de nossas roupas jogadas em um sofá enquanto nossos corpos se aqueciam sobre o outro.
Muito mais simples. Muito menos sutil.
Queria simplismente satisfazer meu desejo animal. Como você. Aminal como você.
Acabamos, quase sem querer, encenando aquele grande ritual onde falamos e rimos. Eu finjo estar interessado e você finge estar encantada. Como se tudo acabasse com um telefonema amanhã. Como se não fossemos selvagens e gulosos, como se não fossemos somente animais.
Assim eu pergunto: Estaria o ser humano perdendo os seus instintos?
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Fotos e textos por Fastolf.b

Ontem recebi uma ligação muito esquisita.
Fique até um pouco assustado, a princípio, mas logo vi que se tratava de um trote.
Acabei lembrando de quando eramos crianças, cheios de disposição para coisas inúteis e cheio de preguiça para coisas que pudessem ser aproveitadas na facilitação do dia de nossos pais...
Engraçado mesmo é o fato de as coisas terem invertido os papeis. Me pego cobrando utilidade na ação dos outros e esquecendo de fazer coisas que divirtam o meu espírito infantil. Tenho saudade de ser criança... Fazer coisas sem sentido, sabe? Para mudar a rotina.
E aí, tudo bem com você?
Alô? Alô?
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Foto e texto, Fastolf.b

Oi, desculpe a pressa, não consigo nem pensar direito ultimamente. Mas nem da para reclamar, só a cabeça que não acompanha, pelo menos no início, você sabe. Acabo me sentindo um pouco sozinho nessa terra de gente maluca.
Mas bem, vi uma cena linda na tarde de ontem. Um homem de terno e gravata esperava impaciente na frente de uma banquinha, ali dentro do parque do Retiro. Celular numa mão e a outra no bolso. De repente vem uma moça jovem, bonita, de mochila nas costas. Ele abriu um sorriso e a cumprimentou. Ela continuou séria, com aquela cara de cansada. Aí eu já estava até prestando atenção no sol que refletia na banquinha e iluminava aquela cara de sem jeito do rapaz preocupado. Se encararam por alguns eternos segundos até que ela o abraçou com força e com um sorriso maior do que o dele, cheio de carinho. Ele até derrubou o celular, já que não sabia se tirava a mão do bolso, se guardava a outra no outro, ou se abraçava a rapariga.
Bela cena. Para essa cidade de malucos.
Ainda bem que não sou assim.
Bjo
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Foto de Fastolf.b
O texto era um dos finados random scraps, também por Mr. F.Brambel

Recebi a doce visita de um anjo.
Uma visita um tanto ou quanto inusitada, confesso. Realmente não esperava a sua chegada. Em meio ao frio tenebroso e ao leve cheiro de rosas fui sutilmente forçado a lembrar de inumeros momentos da minha curta e recheada trajetoria.
Sei que a decisão não cabia à ele(a), mas o califrio da duvida não é tão bem-vindo quando não se sabe aonde vai. Não mais se tratava do destino, em ambos os sentidos.
Lembrei dos meus momentos mais remotos. Lembrei dos meus momentos mais recentes. Percebei, enfim, essa minha enorme falta de jeito.
Iria sem dar tchau, como já era de se esperar. Mesmo assim, posso dizer que fui companheiro. Arteiro e companheiro.
Sorri com quem precisou, chorei com quem magoei. Entreti e fui entretido. Beijei por prazer e beijei por amor.
Bem, muito mais por prazer do que por amor, mas amei dar prazer para quem teve prazer em me amar.
Nesse tempo todo eu fui carinhoso e sincero. Apoiei para ser apoiado, e apoiei por puro interesse. Seja lá a quem interessasse.
Fiz trocadilhos idiotas e textos sem sentido.
Parei para pensar no bem e no mal e toda aquela velha conversa que cerca os mistétios do desconhecido. Não quis muito criticar aquela famosa "essência" do ser humano. Esse ser egoísta e sanguinário.
Lembrei também de toda a diversão e o tempo jogado fora. De todas as minhas 12 profissões e amigos esquecidos pelo mesmo tempo que não dei bola. Mas amei cada um como haviam ensinado.
Fui.
Um ótimo mentiroso.
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Foto e texto, Fastolf.b

Cresci sabendo que referências e exemplos são, em total, situacionais.
Tudo muda o tempo todo. Tendências são seguidas e histórias são contadas.
Aos pouco descobri que olhar para dentro poderia ser uma saída.
Assim passei a acreditar que sou nada mais do que um pouco de tudo o que vivi. Nada mais do que tudo o que vi e ouvi.
É engraçado pensar em ser o que é. Engraçado saber o que te faz ser o que é.
Analisei com lupa e pinça o caminho dos melhores. Coloquei em mim a ambição de quebrar a barreira do possível, de passar o limite do alcançável, de desbravar o impensável.
Pensei até em desistir. Mas agora sei que posso.
Lembro de momentos remotos da minha infância recente. Lembro de ser igual e diferente.
Cresci como todos, aprendi como todos. Nada me faz melhor do que os outros.
Mas o que eu vi esse tempo todo é o que me leva mais longe.
Referências eu tive, exemplos eu busquei, ídolos aos montes.
Herói só tenho um.
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Fotos by Mercedes Gameiro, foto das fotos e texto de Fastolf.b

Lembrei de ver uma menina quieta, com uma falsa timidez, sentada no banco de tras de um ônibus lotado. Cheio de gente maluca, gritando uns aos outros, correndo para la e para ca, falando sobre coisas que não fazia muita questão de saber o que.
Não lembro bem em qual ouvido Renato soprava, se em seus ou em meus, mas lembro de uma historia de assassinato que também nao estava perto de me interessar.
Curioso mesmo era aquela menina que acabava de descobrir como parte da família, segurando um livro que passava por um belo par de oculos até chegar em seus olhos entretidos.
A vi, de uma vez só, em varios bons momentos da minha memória. Ao mesmo tempo.
A encontrei sem querer em uma foto ruim, largada em uma gaveta empoeirada e encaixotada junto a tantas outras lembranças. Portava um sorriso gigante, cravado em seu rosto de uma orelha à outra. Aquela mesma menina do onibus, em diferentes formas e tamanhos. E me trouxe outro, um sorriso de até, quem sabe, mesma intensidade. Cabelos compridos, que tinha até esquecido que usava, e uma blusa azul clara que a destacava entre todos os primos que corriam cima a baixo em um hotel prestes a presenciar o caos.
Não lembro direito o que foi que transformou uma viagem de família em visitas diarias na parte da tarde.
Lembro sim de me forçar a partir e lembrar de não esquecer tudo o que tinha para falar na proxima visita, ja que o nosso tempo juntos nunca era o suficiente. Visitas diarias na capital ou no litoral. Passeios a beira-mar, conversas e mais conversas.
Assim como tudo que é bom, lembro de perdê-la com muito mais facilidade do que lembro de encontrá-la.
Mas como deveria ser qualquer outra lembrança, é aquela de me sentir importante, olhando com orgulho em um dos seus mais belos momentos. Pelo menos entre os capturados por meus olhos. Me senti importante só por estar presente, quanto mais em um evento memorável, talvéz, para a vida inteira. Sem perceber que a perderia de novo nos momentos seguintes.
Sem perceber também, a achei. Achei e não percebi. Dividiamos o mesmo espaço físico todos os dias, das treze e trinta às quinze e cinquenta. Em ponto. As nossas grandes conversas não mais passavam de um beijo de oi. As vezes um beijo de tchau.
Já estava perdida antes mesmo de encontrar.
Sem querer, aqui, de novo, está voce. Onde eu possa ver. Mais longe do que nunca, mas mais perto do que estavamos acostumados a ter. Isso é bom. É bom?
Lembrei de tudo isso com muita saudade. Saudade de mim, saudade de você.
Alegria em todas as lembranças.
Lembraças que me indicam que na verdade, mesmo, não vou perdê-la. Já que só a encontrei uma vez.
Você nunca partiu.
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Foto antiga e texto velho, Fastolf.b

Assumo que pensei, por vários momentos, que tudo pudesse ser um pouco mais engraçado. Quem sabe até um pouco mais profundo, com aquele tom de suspiros que sonho até hoje em arrancar.
Disse que batia o pé contra toda essa melancolia, esse tom azul que insiste em reinar. Bem, melancolia sempre me lembrou o verde.
Mas o que mais sinto falta são das cores de guitarras distorcidas solando até o limite entre meus dedos e o botão do som, as palavras inesperadas que diziam extamente o que queria ouvir, e quem sabe até de tudo que nunca consegui entender e, mesmo assim, prefiro achar que seja algo realmente importante.
Me lembro com saudade de uma época que não pude viver. Quando se falava o que ningúem havia falado. Quando se pensava em algo que ninguém havia pensado.
Pergunto com frequência em que ponto eu poderia mudar o mundo. Acabei ouvindo o que não queria:
"Meu filho, você nasceu nos anos 80!"
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Foto e texto por Fastolf Brambel

Eu não aprendo.
Nego. Até hoje digo que não.
Minha mãe diz que sou teimoso feito uma porta. Até acredito que tenha razão, não vejo tanta teimosia em algo que ora feche, ora abra, dependendo exclusivamente da vontade de seu usuário. Tá aí, bela definição. Sinto-me usado pelas mulheres de minha vida. Jantares, velas, massagens, passeios, carinhos. Tudo o que tem direito àquela que me faz sorrir.
Me entrelaço, me duvido, me confundo. Faço de todas um pouco de mim mesmo. Não parto de mãos abanando, já que de muita serventia espero que possam ser.
Acabo, sem querer, desejando um pouco mais do que posso ter. Mas o que é mais do que posso ter? O que é ter, já que nada mais que um pouco de seu calor levo de herança de toda esta endorfina que faz circular entre meu bom senso e meu instindo animal?
Sonho com aquela que apenas posso olhar. Não, sonho com aquela que nem posso olhar, assim posso sonhar.
No fundo, no fundo, queria poder acordar.
Acordaria para dizer que, na verdade, quando fecho os olhos vejo apenas você.
E nego até hoje. Não aprendo, digo que não.
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Foto e texto por Fastolf.b

Essa noite sonhei com você. Aquele seu jeito doce de gargalhar e tocar minha mão.
As vezes acho que sinto sua falta. Ficar achando espaço entre suas teorias e outras para dizer, meio sem jeito, que preciso desligar. Gostava mais era de como me olhava quando passava horas em silêncio, pensando em algo legal para te falar. Ta bom, minutos. Segundos, mas eu tinha uma enorme pressa em te impressionar. Não convencia, e era exatamente isso que você via em mim.
Foi de propósito que colocou seus pés gelados em minhas coxas quentes. Que se envolveu em edredons e me olhou sorrindo. Foi de propósito que chorou toda vez que te olhei com pena, ou te franzi a testa.
Não quero sentir o seu gosto no cheiro de café. Não quero ouvir sua voz em um cinema vazio, muito menos sentir o seu cheiro em uma manha de um inverno qualquer. Queria desprender meus pensamentos dos seus. Dizer que olhar não é mais o meu hobby favorito.
Mas queria mesmo é que fosse verdade. Que vivesse além de em minha imaginação.
My fake plastic love.
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Texto e foto por Fastolf.b
